sábado, 14 de maio de 2011

Educação não é fast-food

Às vésperas do dia do/a assistente social, o Conjunto CFESS-CRESS, a ABEPSS e a ENESSO lançam uma campanha nacional que promete esquentar o debate sobre os cursos de graduação à distância em Serviço Social. Educação não é fast-food pretende chamar a atenção da sociedade, de uma forma provocativa, para a realidade desses cursos, comparando as aparentes facilidades do ensino à distância com um lanche rápido, mas pouco nutritivo.

"A agilidade desses cursos só pode ser garantida porque a graduação é realizada em condições precárias, como mostram os dados do relatório Sobre a incompatibilidade entre graduação à distância e Serviço Social, que embasa a campanha", afirma a presidente do CFESS, Ivanete Boschetti. "Desde 2000, as entidades representativas dos assistentes sociais têm se reunido para debater as mudanças no ensino superior que levam à precarização da formação. É nesse sentido que vimos a público defender a democratização do ensino, com garantia de qualidade na formação de profissionais capacitados para intervir na realidade brasileira, defendendo direitos e executando políticas para combater as desigualdades", ressalta.


"Nossos posicionamentos políticos não são fundados no desconhecimento e no preconceito, nem são dirigidos aos/às estudantes e trabalhadores/as do Ensino à Distância. Na verdade, a campanha marca nossa discordância com a política brasileira de ensino superior e com a expansão que não garante o acesso democrático ao ensino, tampouco assegura sua qualidade", reforça a presidente eleita da gestão Tempo de Luta e Resistência (2011-2014), Sâmya Rodrigues Ramos.

Para mais detalhes da campanha acesse:
http://www.educacaofastfood.com.br/index.php

19 comentários:

Adriana Ferreira disse...

Boa noite professor, meu nome é Adriana Ferreira, sou uma aluna EAD, e é com todo respeito que irei opinar, estudo o 5 semestre de serviço social em uma faculdade à distância, em nehum momento me senti desamparada, o único desamparo a qual tenho recebido ao longo desses anos de estudo é o preconceito que vem de todos os lados principalmente se tratando de universidades federais, as quais se acham as melhores do mundo.Eu concordo que existem faculdades (pólos) que deixam a desejar, quanto à tudo, estruturas, tutores não formados e nem qualificados para estarem ali, mas no meu caso isso não acontece. Quanto a precarização, ela não vem somente do método à distância, o presencial tem la´seus defeitos também. É necessário que se faça algo não somente quanto ao EAD, mas sim em todos os métodos de ensino. obrigado.

Chris disse...

O que dizer então da formação de PROFESSORES à distância...

Romildo R. Ramlow disse...

LEI Nº 14.963, de 03 de dezembro de 2009

Procedência: Dep. Professor Grando
Natureza: PL 122/09
DO: 18.744 de 03/12/09
Fonte - ALESC/Coord. Documentação

Pune toda e qualquer forma de discriminação para cidadãos que disponham de formação superior ou tenham vida acadêmica regular em cursos autorizados pelo Ministério da Educação nas modalidades de ensino à distância ou semipresencial e adota outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA,
Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Será punida toda e qualquer forma de discriminação ou manifestação que caracterize tratamento diferenciado entre formados e acadêmicos matriculados em cursos nas modalidades de ensino à distância ou semipresencial em relação aos cursos presenciais.

Romildo R. Ramlow disse...

Assunto: NÃO ao “Diga não a graduação à distância em Serviço Social”

Como aluno EAD em Serviço Social, em fase de estágio supervisionado legalmente, expresso minha opinião junto a esta Campanha lançada pelo CFESS-CRESS, a ABEPSS e a ENESSO em repudio a graduação em Serviço Social na modalidade EAD.
Primeiramente, expresso meu apoio a sentença “Educação NÃO é fast-food”. Não é e não deveria ser em nenhuma modalidade de ensino. Mas, como este lema é genérico, pois simplesmente afirmar que “Educação não é fast-food – diga não a graduação a distância em Serviço Social” é afirmar que a modalidade em si é ineficiente. Pergunto: o CFESS-CRESS, a ABEPSS e a ENESSO tem respaldo cientifico quanto a Educação/Ensino a Distância para afirmar e repudiar a modalidade alegando que esta seja um serviço fast-food? Será que é possível mesmo rotular uma modalidade (EAD, semipresencial ou presencial) por si só como inoperante e maléfica?
É sabido que EAD ou Presencial podem oferecer um fast-food (lanche rápido e pouco nutritivo). Independente dos interesses, ambas as modalidades podem oferecer um lanchinho rápido ou uma refeição altamente nutritiva, pois precisamos antes admitir que a modalidade presencial por si mesma também não garante ensino de qualidade só por que o aluno está 5 dias presente na sala de aula. Quanto à importância de uma campanha quanto a qualidade no ensino, tal fato é inquestionável, mas que esta seja realmente promovida de forma geral para todas as modalidades e instituições de ensino, não somente a um curso e modalidade.
Sou aluno da Uniasselvi, Santa Catarina. Estou cursando Serviço Social desde 2008. Frente a esta campanha, afirmo que essa Universidade NÃO oferece ‘prova virtual’ e nem tão pouco ‘estágio sem supervisão’. Além do mais, ela dispõe aos alunos materiais didáticos e recurso virtual excelente. Por isso, acredito que a campanha do CFESS-CRESS, a ABEPSS e a ENESSO é para outras universidades e faculdades que se enquadram nessa critica. Tal campanha é generalizada, ou seja, os ‘bons pagam pelos maus’. Dizer que a modalidade por si mesmo é ineficiente é a mesma coisa que dizer que “os homens são todos iguais” só por que alguém passou por uma experiência negativa ou frustrante numa negociação ou relacionamento. É certo sim que sempre vai haver educação ruim, professores ruins, material didático ruim, profissional ruim. Mas será que isso desqualifica o método só por que a essência não é boa? Cada caso deve ser analisado individualmente.

Romildo R. Ramlow disse...

Sendo de conteúdo genérico e tendencioso, acho essa campanha bem pobre pela sua contraditoriedade, uma vez que ela é justificada através da sentença do “defender a democratização do ensino, com garantia de qualidade na formação de profissionais capacitados para intervir na realidade brasileira, defendendo direitos e executando políticas para combater as desigualdades”. Tais palavras expressas pela presidente do CFESS, Ivanete Boschetti são preconceituosas e inoperantes frente à melhoria na qualidade do ensino brasileiro. Vale lembrar que tal campanha é passiva de punição através da LEI Nº 14.963, de 03 de dezembro de 2009 (SC), que expressa o seguinte: "Será punida toda e qualquer forma de discriminação para cidadãos que disponham de formação superior ou tenham vida acadêmica regular em cursos autorizados pelo Ministério da Educação nas modalidades de Ensino à distância ou semipresencial e dá outras providências”.
Afirmar que a Educação a Distância é uma forma por si mesmo de “mercantilização do ensino, que faz com que a educação não seja assegurada como um direito, mas como um produto comercializado no mercado” é impensado, não tendo razões de credibilidade para tal afirmação. A mercantilização do ensino acontece independente da modalidade.
Somente afirmar que “as posições assumidas na campanha não são individuais, mas resultado de um processo coletivo, fóruns de debate, documentos e manifestações, além de teses e publicações que expressam significativo acúmulo sobre o assunto” é fácil, mas onde estão os resultados, pesquisas e dados de que a Educação a Distância é “comercialização”? Será que o povo deve mesmo acreditar que só existem pontos negativos quanto a Educação a Distância quando esta modalidade está presente na grande maioria das Universidades e Faculdades brasileiras e mundo a fora? Além dos debates e fóruns contra a EAD, existe de igual forma documentos e artigos, fóruns e debates, livros e teses apontando justamente a relevância da EAD. Existem sim aspectos negativos e positivos na EAD, mas que sejamos justos e integrais na abordagem do assunto, quando assim o fizermos.

Romildo R. Ramlow disse...

Foi dito corretamente que a campanha não é contra estudantes e trabalhadores em Educação a Distância, mas sim, contra “a discordância com a política brasileira de ensino superior e com a expansão que não garante o acesso democrático ao ensino, tampouco assegura sua qualidade”. Realmente é valida uma campanha para fins de melhorias na qualidade do ensino no Brasil, mas isso em nível geral. Devemos nos perguntar: Por que uma campanha contra a Educação a Distância e fazendo isso citando a graduação em Serviço Social? Lembrando que a campanha é uma promoção do CFESS-CRESS, a ABEPSS e a ENESSO. Será que uma campanha dessa natureza não deveria ser promovida por instituições de ensino superior (presencial e EAD)? ou, pelo menos em parceria? Do contrário, conforme a ênfase dessa campanha, preciso acreditar (ser forçado) que não existe ensino de qualidade quando se trata de EAD, ou seja, independente de quem oferece Educação a Distância, por si mesmo não é de qualidade.
Infelizmente, no Brasil ‘quem tem poder é que manda’. O conhecimento e a verdade num país desigual e liberal não poderiam resultar em outra sentença como essa: o “CFESS-CRESS, a ABEPSS e a ENESSO acreditam que os dados apresentados pelos Conselhos Regionais (CRESS) na pesquisa que dá origem a esta campanha trazem elementos suficientes para sustentar a incompatibilidade do ensino à distância com a formação em Serviço Social. Situação que não permite outra atitude senão o posicionamento contrário a essa modalidade de graduação”.
O que fazer com tais palavras de Caroline Cavalcanti: “a educação a distância ainda não se popularizou no país por uma questão de cultura. "Estamos acostumados a pensar em ensino dentro de uma sala de aula com um professor. É difícil pensar em aprender de uma maneira diferente. Tudo o que é diferente leva tempo. As próprias instituições e professores têm restrições quanto a isso. Há uma quebra de paradigmas que precisa ocorrer para que isto se torne comum", argumenta. Ela ainda destaca: "Na sala de aula, o professor está solitário na preparação das aulas presenciais. Já na EAD, o aluno terá outras ferramentas. Ele terá acesso a internet e aprenderá a fazer pesquisa", finaliza. Um ponto de vista é visto de um ponto, mas quando olhamos de forma geral, é e sempre será possível ver outros aspectos, positivo e negativo. O preconceito frente ao desconhecido (EAD) gera tais campanhas confusas quanto ao conteúdo, objetivos e criticas. Falar do desconhecido (novo paradigma) sempre é passivo de parcialidades e sujeito a erros e equívocos.

Romildo R. Ramlow disse...

Afirmar através de uma campanha simplista e preconceituosa de que à Educação a Distância é fast-food só por que algumas instituições realmente mercadejam a educação através desta modalidade não justifica a campanha em si mesma. Será mesmo correto afirmar com argumentos genéricos de que à EAD não promover a “democratização de ensino e garante a qualidade na formação de profissionais capacitados para intervir na realidade brasileira, defendendo direitos e executando políticas para combater as desigualdades”?. Será que não faltam maiores explicações e justificativas para tal afirmação?
Criticar sempre foi mais fácil do que provar e apontar os erros. Se a modalidade EAD é ineficiente, que a campanha fosse encaminhada ao MEC, ou mesmo, promovida em parceria. Só não vê quem é cego, não entende quem não quer, pois vindo do CEFESS e afins, realmente é suspeito essa campanha, pois sua origem e os objetivos estão ocultos quando feito através de uma leitura rápida (fast-food).
Mais uma vez precisamos enlutar-nos pelo ocorrido, pois morre mais um pouco a democracia. Que democracia é essa que quem tem o poder manda e quem sabe deve obedecer em silêncio? Quanto mais leis e mordaças, menos democracia. É visto que fantasmas não existem, mas infelizmente precisa-se admitir que os fantasmas da ditadura de outros tempos ainda estão a rondar os casarões, os palácios e senados de nosso país.

Nina disse...

É vechatória a forma como trataram a problematização de um assunto tão complexo, além de usarem de alta persuasão para oprimirem os estudantes ainda movimentam se para induzir as pessoas a concordarem, ora vocês MESTRES e DOUTORES deviam se envergonhar de tamanha injustiça agem com carater conservadoristas simplificando tudo a algo unilateral e negativo. Deviam saber que essa modalidade vem muito antes de mim e de vocês e impedir que o ensino se amplie é pensar retrogado, predender se ao nada é impedir progresso. Como lutam tanto por igualdade se agora agem de forma individualista e segregadora? Bem sabem quem faz a escola é o aluno. Deveriam apoiar este curso e sua modalidade para que ele venha somar. Acredito que se vocês não perceberam essas mudanças como vão entender o que realmente precisamos e buscamos? Desculpe mais não quero ipocritas que só lutam por causas da boca para fora quero nova geração que se expoem erra mais tenta acertar.

Nostradamus disse...

Acho que o Ministério da Saúde deveria advertir o Ministério da Educação com a seguinte frase: " o Ministério da Saúde adverte: "Educação de qualidade é bom pra saúde também, portanto, invistam em educação de qualidade".

Em minha opinião esse Ministério deveria ser extinto, não sei pra que serve afinal, diante de tanta incompetência, micos e política educacional zanoia.Deveria pelo menos imitar os outros países onde a educação pública e privada caminha bem.

Rosângela Lopes disse...

Boa Tarde!

Gostaria de começar minha manifestação, esclarecendo que sou estudante de
Serviço Social à distância, 5º Semestre, Poló de Pilar do Sul/SP Uniderp Interativa.
Como futura Assistente Social, comprometida com a Democracia, e no combate
de toda forma de preconceito e discriminação, me sinto triste, e porque não desapontada.
Pois sinto que a categoria está dividida entre os "qualificados", e os não "qualificados".
Quem foi que disse, que o ensino presencial é de qualidade?
Estamos sendo discriminados pela própria categoria? É isso?
Posso lhe garantir que existem muitos Assistentes Sociais que frequentaram faculdades presenciais,
que não possuem compromisso com a ética, que se vendem por salários, que não cuidam
da população com dignidade e respeito, que rotulam, excluem.
Agora o que mais me espanta é o egoísmo do CFESS em preocupar-se só com o Serviço Social
à distância.
Porque não lutar para acabar com toda forma de ensino à distância; Vamos tirar do alcance dos brasileiros
o direito de adquirirem conhecimento, vamos acabar de uma vez por todas com o EJA, pois não deixa de ser um
ensino que foge dos padrões, vamos acabar com o supletivo também.
Ah! ia me esquecendo, vamos contra nossa Constituição Federal, Capítulo III - Seção I - Educação:
Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009)
I - erradicação do analfabetismo;
II - universalização do atendimento escolar;
III - melhoria da qualidade do ensino;
IV - formação para o trabalho;
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País.
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009)
Pelo Amor de Deus, vamos lutar para melhorar o Ensino à Distância, mas não para extinguí-lo, seja qual for a graduação, porque só Serviço Social não pode ser a distância. Não só pode, como foi um objetivo do Plano Nacional de Educação, para promover o indivíduo, formando ele para o trabalho, dando-lhe a chance de adquirir conhecimento científico.
E para finalizar, porque senão ficaria dias, meses e até anos defendendo qualquer forma de ensino, pois como futura Assistente Social, tenho um compromisso com a promoção do indivíduo. Gostaria de dizer que sou aluna fast food sim, com muito orgulho, e vou defender com unhas e dentes minha graduação, não aceito ser rotulada e excluída por frequentar uma graduação à distância.

Rosângela Lopes

Charles B. disse...

Acho que alguns cursos à distância são problemáticos e devem ser melhorados sim. Portanto, é preciso que a política educacional para essa modalidade de ensino, seja de fato um projeto bem definido.

Rosângela voce tem toda razão, e concordo com o que voce diz ao defender a forma como voce cursa. Infelizmente, tem muitas faculdades que promovem cursos sejam presenciais ou à distância que precisam ser fiscalizados corretamente, para que comprovem suam eficiência.

Pra finalizar acredito sim que o aluno que cursa à distância pode ter a mesma competência ou melhor de que um aluno de curso presencial, vai da qualidade do curso, do esforço e dedicação aos estudos.

Boa sorte a todos e todas.

Anônimo disse...

É injusto que a grande maioria dos(as) brasileiros(as) não tenha acesso ao ensino superior público de qualidade. Muitas pessoas acabam optando pelo curso EaD ou pela distância geográfica até uma faculdade presencial ou pelo valor da mensalidade. Este assunto é muito polêmico na categoria, e em várias instâncias do conjunto (núcleos, assembléias, etc) os profissionais tem se mostrado contrários à precarização do ensino, e entendendo o EaD como a expressão máxima da mercantilização do processo educativo de ensino superior. Grande parte das críticas que vão contra esse pensamento vem de alunos de EaD, que tem lutado para ser aceitos. Estamos chegando num ponto crítico, e perdendo até mesmo o bom senso, o foco na defesa das coisas corretas. Eu particulamente nunca faria um curso EaD; tive a "oportunidade" (e para isso estudei mto, larguei minha família, fui morar em outra cidade, e passei situações q a gente conhece como "insegurança de rendimentos") de cursar uma universidade pública, onde tive acesso ao tripé ensino, pesquisa e extensão. Tive bolsa de pesquisa, participava de movimento estudantil e de movimentos sociais da região. Ainda hoje sou de militância, em especial da habitação e da nossa categoria, e me considero uma profissional crítica e compromissada. Na minha formação, não existia "material didático", e sim prateleiras e prateleiras de livros, onde a gente bebia direto na fonte. Resumos, apostilas, nada disso existia. Eu passava noites adentro lendo, lendo...e posso dizer que valeu a pena! Esse discurso de que a escola faz o aluno é o discurso do capital que quer nos convencer de que se somos mal-sucedidos, é tudo culpa nossa! Isso é uma mentira! O processo de ensino-aprendizagem é dialético, via de mão dupla, onde a relação aluno/instituição não é unilateral! Precisamos defender isso, que mais pessoas possam viver o que vivi! Por que só algumas categorias tem EaD? Pq Direito, Medicina, não tem? Vamos refletir gente...e não parar de pensar direito só pq estão pisando no calo da gente...parar de personalizar as críticas e entender a situação real pela qual os alunos de EaD passam...pois mesmo com pólos ótimos e materiais didáticos nos trinques, nada disso substitui a formação presencial de qualidade. Tecnologia é bom, mas não substitui o velho e bom método de ensino presencial!Acho que aquele(a) aluno(a) que não conseguir fazer essa reflexão e somar nessa luta, está na faculdade errada. E podem apostar, tem gente que faz EaD de Serviço Social pq é mais fácil (estou apenas reproduzindo o q já ouvi por aí), o que é um crime moral visto que essa pessoa vai estar amanhã no mercado de trabalho, atendendo a população; aí eu pergunto, atendendo de que jeito?

M.C.L disse...

Boa Tarde!

Curso o 4ºsemestre do ensino distância, e sinto que os profissionais formados em serviço social presencial estão sempre discriminando o EAD, acredito que por falta de conhecimento por parte deles, convido a qualquer um a conhecer o meu polo da Unopar em Betim. Já estudei em uma faculdade presencial e vejo sim uma grande diferença, pois nela eu me sentia muito menos responsavel do que sou hoje,os trabalhos eram sempre copiados um dos outros e os professores eram pouco exigentes na elaboração e na correção dos mesmos enquanto os de hoje me exige muito mais. Na Unopar tenho professores mestres uma tutora de sala que é formada em serviço social, tenho os trabalhos e também as provas que são presenciais. É muito triste vê que existe esse tipo de preconceito em meio a uma classe que luta pelo fim das desigualdades sociais e discriminação seja ela qual for, espero que não se generalize todas as EAD como uma só, reconheço que existe algumas faculades que não se comprometem com a educação de qualidade diferentemente da Unopar.

M.L.

M.C.L disse...

Boa Tarde!

Curso o 4ºsemestre do ensino distância, e sinto que os profissionais formados em serviço social presencial estão sempre discriminando o EAD, acredito que por falta de conhecimento por parte deles, convido a qualquer um a conhecer o meu polo da Unopar em Betim. Já estudei em uma faculdade presencial e vejo sim uma grande diferença, pois nela eu me sentia muito menos responsavel do que sou hoje,os trabalhos eram sempre copiados um dos outros e os professores eram pouco exigentes na elaboração e na correção dos mesmos enquanto os de hoje me exige muito mais. Na Unopar tenho professores mestres uma tutora de sala que é formada em serviço social, tenho os trabalhos e também as provas que são presenciais. É muito triste vê que existe esse tipo de preconceito em meio a uma classe que luta pelo fim das desigualdades sociais e discriminação seja ela qual for, espero que não se generalize todas as EAD como uma só, reconheço que existe algumas faculades que não se comprometem com a educação de qualidade diferentemente da Unopar.

M.L.

Fátima Barreto disse...

Entendo que uma formação acadêmica é uma decisão muito séria e que a postura para se tornar um profissional competente está diretamente ligada ao compromisso e a escolha do que cada um se propõe fazer na vida. Sabemos de muitos profissionais que tiveram acesso à educação presencial, que fizeram um juramento de respeitar o Código de Ética de sua profissão e estão no mercado de trabalho e na vida, cometendo insanidades e prejudicando as pessoas.
É possível manter a educação presencial e a educação à distância, desde que sejam respeitadas as normas regulamentadas pelo MEC, sobre a educação presencial e à distância. Existem instituições públicas e privadas, que levam a sério o seu projeto de educação sendo ela presencial ou à distância. Outras tratam a educação como um negócio lucrativo e essa é uma marca da representação do sistema capitalista , que coloca tudo na prateleira como mercadoria, coisificando seres, objetos, conhecimento e sentimentos com objetivo da obter a máxima garantia do lucro. Essas instituições devem ser questionadas e fiscalizadas para que mudem o seu conceito de oferecer conhecimentos, que passem a tratar a educação com seriedade e respeito pelo papel social que ela representa.
Quero concluir lembrando que a mudança só assusta as pessoas que tem o medo de enfrentar o futuro e mantém suas portas fechadas para que ninguém ouse entrar. Essas pessoas ficam presas nos seus pontos de vistas mesquinhos e não avançam, para avaliar as novas possibilidades que vão surgindo para realizar ações que possam contribuir para a melhoria da sociedade.
Se os cientistas tivessem medo de mostrar ao mundo suas descobertas, não chegaríamos à civilização, estaríamos ainda presos dentro das cavernas com medo de ver a luz do sol.

Fátima Barreto disse...

Entendo que uma formação acadêmica é uma decisão muito séria e que a postura para se tornar um profissional competente está diretamente ligada ao compromisso e a escolha do que cada um se propõe fazer na vida. Sabemos de muitos profissionais que tiveram acesso à educação presencial, que fizeram um juramento de respeitar o Código de Ética de sua profissão e estão no mercado de trabalho e na vida, cometendo insanidades e prejudicando as pessoas.
Quero concluir lembrando que o medo é sentimento que mais assusta as pessoas, quando se veem diante da possibilidade de se defrontar com o que é novo. A mudança só assusta as pessoas que tem o medo de enfrentar o futuro e mantém suas portas fechadas para que ninguém ouse entrar. Essa postura do CFESS/CRESS é característica do medo do novo e não avançam, para avaliar as novas possibilidades que vão surgindo para realizar ações que possam contribuir para a melhoria da sociedade.

Fátima Barreto – Graduanda do 4º semestre do Curso de Serviço Social EAD – UNIFACS - Salvador/Bahia.

FABIO PALAZZO disse...

Caros colegas quero aproveitar e postar minha opinião sobre este assunto tão polêmico de certa forma: a formação e a qualidade dos cursos EaD. Creio que a EaD no Brasil ainda está "engatinhando", pois é relativamente recente esta modalidade de educação e aprendizagem em nosso país. Como todo curso e toda modalidade de ensino, a EaD tem seus problemas como: falta de infra estrutura dos pólos, falta de preparo de alguns professores e principalmente dos alunos. Tenho algumas experiências de cursos que fiz na modalidade EaD e confesso que gostei muito. Na verdade quem pensa que fazer um curso EaD é uma "moleza" engana-se, e muito. Um curso na forma EaD exige bastante de um aluno e acredito que exige mais ainda que um curso presencial, pois o aluno tem que saber usar seu tempo de maneira eficaz, o que requer do mesmo uma autonomia acima da média do aluno de um curso presencial. Na verdade, acredito que para se fazer um curso EaD o aluno tem que ter o perfil para tal modalidade de ensino e em especial muita autonomia, mente aberta e vontade de aprender sempre, ser sincero consigo mesmo, pois quem garante que um aluno de EaD não peça a "alguém"que não seja ele próprio para fazer suas atividades? Na verdade a questão é complexa e exige muito debate e discussão. Mas ressalto que acredito e muito na modalidade de ensino e aprendizagem na forma EaD. Um país como o nosso de tantas desigualdades e distâncias enormes a forma de aprender na EaD pode contribuir para a melhoria da qualificação da população brasileira.
Fábio Palazzo
Prof. de Ciências e Biologia da SEDF

Jefferson Sayão disse...

Cara Prof. Luiz,

Não concordo com seu direcionamento ao ensino a distancia, entretanto concordo com seu posicionamento quando fala-se em ensino. Especialmente no Brasil o ensino é de má qualidade pois nossa sociedade pensa que assistir uma aula é obter conhecimento. Onde para obter conhecimento é necessário apenas efetuar "CTRl-C" ,"CTRL-V" ou escrever qualquer bobagem encontrada na internet e entregar ao professor que solicitou um "trabalhinho". Emquanto nos professores quer de primeiro, segundo, terceiro grau, mestrado ou doutorado aceitarmos "trabalhinhos" de nossos alunos, nosso ensino quer presencial ou a distancia, não passará de um "Cursinho" e ai poderemos ser tachados de "Professorezinhos". Enquanto tivermos um ministério da educação que era para proteger a educação, lança cartilhas onde a língua pátria é dilapidada seremos um "paíszinho" de terceiro mundo. Temos sim, como povo brasileiro exigir dos políticos, eleitos, através de nossos votos, que deem condições para que possamos ter um ensino de qualidade seja ele em qual modalidade for.Temos tambem que ensinar a nossos alunos que professor não passa conhecimento e sim informação. E informação sem reflexão são apenas palavras jogadas ao vento. A informação deve ser refletida, ter objetivo para que aja transformação em conhecimento útil.

nilza disse...

sou graduada e pós graduada em EAD e me acho preparada e realizada igual a qualquer outro que vai a faculdade todos os dias, eu acho que o que vale é a qualidade e não a quantidade,acho isso um absurdo, ate porque como eu, muitas pessoas nao teria feito esse curso,se fosse para ocupar uma carteira todos os dias.